14 de junho de 2010

Da transitoriedade das curvas

A felicidade é um balão que sobe calmamente com a brisa morna do meio-dia.
A angústia é um banho gelado na madrugada que dói os ossos e lhe desperta daquele sono de verão.
Entre sono e despertar eu caminho. E só caminho porque depois de estar gelado e solitário sei que vou encontrar um lugar para me deitar confortavelmente e dormir vendo aquele balão vermelho flutuar.
Mas as curvas da estrada me parecem tão eternas. É aí que eu me iludo e choro pelo calor que nunca voltaria e me perco inocentemente com o fim do frio.

Razão, gostaria de poder decretar-lhe o fim! O fim das previsões, das presunções, pressuposições. Fim de todo conhecimento que não ainda não foi experenciado! Sejamos livres para amar o que está sendo, independente daquilo que seja.

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