26 de fevereiro de 2010

Conhaque, cigarros e sofrimento



Cantado com uma voz rasgada, desesperada, embriagada se pá, dilacerada mesmo e com a maquiagem borrada. Um bafo Amy Winehouse. Adriana Calcanhoto é para os fracos em dias chuvosos! Mais ou menos como essa outra:

Não é coisa de momento, raiva passageira
Mania que dá e passa, feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá pra apagar
Sei que errei tô aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo
E sem saber direito a hora e o que fazer
Eu não encontro uma palavra para te dizer
Ah! se eu fosse você eu voltava pra mim de novo
E uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você chegar

Moral da história: Se vai sofrer, sofra com classe, beibe. E sempre embasado em alguma música foda.

17 de fevereiro de 2010

Durante a madrugada

Eu: Queria fazer Cênicas pra por pra fora essa vontade louca que tem dentro de mim.
Ela: Vontade de ser louco?
Eu: Não.... uma vontaaade... sei lá... essa loucura, sabe?!
Ela: Uhmmm...


O que quis dizer: Queria ter a técnica de organizar minha vontade de ter múltiplas personas, afetações, "eus". Poderia transbordar minhas fronteiras da racionalidade.
Eu seria um fogo de artifício!
Poooooooow! Lá no céu junto com as estrelas.

10 de fevereiro de 2010

Lutar pela buniteza


Às vezes sinto um completo pavor pela humanidade. Algo como não se reconhecer participante desse grupo que não vê sua unidade, semelhança, humanidade. Fica difícil compreender tanta perversidade, exploração, dominação, desrrespeito, autoritarismos. Assassinatos, torturas, egoísmos. Violência contra a alteridade, enfim.

Mas, em certos momentos e afetações, sinto-me completamente feliz em ser humano. Em ser diverso. Ver a possibilidade real que temos de tornar a convivência algo produtivo, livre, artístico.
E são nessas horas que me sinto forte e com o dever de lutar pela buniteza humana, lutar por relações mais dignas e livres de moralismos limitadores, valores individualistas. Lutar por uma humanidade mais humana.

Porque tenho o orgulho de dizer que acredito, fundamentalmente, na autonomia do diverso, na liberdade da infinitude humana. É preciso estar ciente da responsabilidade e da influência que exercemos sobre a alteridade.
(A África não é subdesenvolvida. Ela está subdesenvolvido por um processo consciente de certos grupos hegemônicos. E qual o preço desse desenvolvimento? Aprendi uma coisa com um amigo que levo pra vida: sempre perguntar "até que ponto" e "em que medida")

Concordo com o Sartre que diz: "o inferno são os outros". Mas é preciso ir além disso. Os outros são inferno por serem diversos. A identidade tem o terrível hábito de ser egoísta e universal. Mas é na multiplicidade que mora a buniteza do homem. Enxergar e tentar entender a alteridade é nossa missão como humanos.
Se existe uma natureza humana, acredito que seja a infinitude. E lutar contra isso é ir de encontro com a monstruosidade.

Sejamos livres para amar e para lutar contra o desumano.

4 de fevereiro de 2010

Férias X Fim de Semestre

Nós, universitários (principalmente da área de humanas) gostamos muito de reclamar do próprio curso. Que falta professor, falta estrutura, não há áreas de pesquisa o suficiente e por aí vai... E quando chega o fim do semestre reclamamos do contrário: Que tem muita coisa pra estudar, muitas disciplinas, professores exigentes... enfim...
O problema mesmo vem com as férias! Aaah... como era bom quando estávamos estudando, né!? A comida do Restaurante Universitário era muito boa, os professores todos excelentes, as dicussões do CA produtivas e os colegas sempre simpáticos e gente boa!

É... a decadência das férias transforma tudo em boas lembranças. Afinal, comparada com os limites que a vida familiar impõe, a vida universitária é o paraíso, não!? Com a volta à casa do bom filho, é preciso reconstruir aquela aparência de criança saudável que um dia fomos; Sem nada de sex, drugs and rock'n roll, meu amigo! E aí vem as noites mal dormidas. Tirar tudo isso de uma vez é foda!
Chegar em casa fedendo pinga: jamais. Acender aquele fino pra curtir um filme cult: nem pensar. Andar de samba-canção por aí: que absurdo, meu filho. Almoçar, jantar e almoçar de novo pizza: NUNCA!

Aaaaah! Essas férias são de matar. Mas depois, no fim do próximo semestre, quando as provas e trabalhos apertarem, é por elas que vamos estar implorando. Pois é... Nunca estar feliz. Será esse o nosso destino?