3 de fevereiro de 2013

Será mesmo? (2)



Na humildade, queiram me perdoar se estou ficando piegas, clichê, pedante, demagogo e cheio de consoantes. Mas é que isso faz parte de uma alegria tão grande que não cabe dentro de uma pessoa só. Afinal, tenho Marte e Mercúrio na 1ª casa em conjunção. Só consigo pensar se puder falar impulsivamente de coisas que me dizem respeito. Preciso aprender sobre o silêncio ainda! 



Me perguntei um dia se realmente eu não teria vindo de outro lugar que não daqui mesmo. as a resposta... essa certeza infalível não achei não. Pudera! Pra que ter certeza das coisas, oxe menino? Deixe a insanidade brincar nas fronteiras do cotidiano e veja que ela não passa de uma coisinha boba. O que interessa mesmo é ter a dúvida. Trazer em si o preto e o branco, o bom e o mau, a luz e a escuridão. Porque é isso que me faz. Só há verdade absoluta é na calunga. Enquanto estiver vivo - e isso é a prova de estar vivo - a dualidade vai cambalear no meu peito.

E essa resposta não estava bem nas minhas fuças? Há muito já conhecia a solução para as minhas dúvidas. Só não a reconhecia.

Não! Não somos desse mundo mesmo. Afinal, nem esse mundo é desse mundo. Se o planeta do qual falo é consituído de algo externo e anterior a ele, então o aqui e o além se misturam substancialmente. Donde vem o ar que você respira? Donde vem o chão que pisa? A luz que te alumeia não é de perto não, moço.

Mas, das vez, tudo isso é só uma bobajada descabida. E, finalmente, to aprendendo a achar a beleza no não saber. Que Hermes me dê passagem para eu me aproximar daquele asteróide engraçado com cara de centauro, o Quíron. E que o meu luzeiro consiga finalmente começar sua trágica viagem de volta para si. Porque a fé da qual me valho diz respeito ao sacrifício. Mas não confunda. Sacrifício não é nada de forçoso ou penoso. Pelo contrário, ele vem de dentro. É a negação daquilo que acho que deva ser em favor do desconhecido. No fim, é a entrega de si ao Outro (aquele outro mais metafísico, abstrato e cósmico). E que isso me ensine sobre a entrega àquele outro mais conhecido (amigos, família, irmãos de humanidade).

17 de dezembro de 2012

Laroyê Exu

Aquele que põe o mundo em movimento, que é o inverso do seu transverso. Aquele que engana para poder ensinar, que confunde para nos fazer ver o que era óbvio. Salve os compadres e as comadres. Agradeço de mais pela sua comapanhia e caridade.



"Sou Exu,

Bom para quem é bom, mal para quem é mal,
Darei a você tudo o que me pede, Não somente porque eu posso;
Mas pra que você entenda o valor de suas decisões.
Trago uma cruz tatuada no peito, não por devoção ao seu salvador;
Mas pra lhe mostrar que o destino é uma grande encruzilhada
E que só depende de ti o caminho que ira escolher.
A sombra é minha morada, não porque me escondo da luz;
Pois é da penumbra que vejo seu lado obscuro, e não deixo que ele apodere-se de você
Minhas gargalhadas são para lhe mostrar, que passas a vida envolto de:
Luxúria, Cobiça, Vaidade, Mentiras...
Desse lado isso de nada valerá, verás que esses vícios se tornarão pesados grilhões
e que terá de arrastá-los nesse deserto árido,
Sem tempo definido...
Talvez pela eternidade.

Seu mundo é uma grande ilusão, aqui farei você enxergar com os olhos do espírito,
O que você não quis ver com os olhos da matéria.
Só existe uma Lei, criada antes do tempo,
Não fui Eu quem a criou, Eu apenas a observo...
Você e somente Você, é o responsavel pelos seus atos.
Sou o Guardião, O Juiz, O Executor, O Lado Esquerdo, o Seu Espelho...

Sou Exu."

5 de dezembro de 2012

Sem confusão, por favor

Nada de mau humor por aqui. Isso seria como que olhar só pelo cantinho do olho, bem rapidamente.
Sinto mesmo é o peso do existir. Carrego em meu peito algumas angústias, mas nada de grave. Para ser sincero, sei que isso é passageiro, portanto não há porque se preocupar. Só me deixe aqui carregar esses sentires em mim. Vai vê é isso que eu preciso mesmo.
É que as vezes eu realmente me canso dessa coisa toda e quero curtir esse vinho sozinho. É como se eu tivesse um nó aqui na garganta e precisasse desatá-lo, mas sem pressa. Preciso me perder nas veredas do meu eu para sair de mim mesmo com olhos claros de quem achou o anel que a vovó havia dado.
Quando olho para dentro, devo mesmo ficar com uma cara de nojo porque o que eu encontro nesse auto-mergulho não é nada simples. Olha aqui para você ver: tem interesses sujos, lembranças encarquilhadas e rancores fedorentos. Mas esses fantasmas são inofensivos se você não lhes der muita confiança. Venha! É só passar por eles, dar boa noite e seguir caminhando. Pronto. Aqui está o nó. Veja nem tão difícil de desatar. Mas agora não... ainda quero ficar de olhos fechados, me curtindo.
"Ei! Quanto tempo não via você, querida neurose. Chega mais, vamos tomar só mais essa. E o que me diz sobre aquela insônia de ontem. Zombaria sua, né? Sabia!"
Espera, tem mais coisas aqui! São bonitas de se ver. Mas essas não sou eu que vou te mostrar, é você quem vai descobrir. Pode entrar, só não liga a bagunça.
Só mais uma coisa: você também tem um nó na garganta. Mas ele lhe cai bem se fingir que é uma gravata!

6 de novembro de 2012

Sobre a ansiedade

E começou com uma picada de formiga. Como se eu tivesse engolido uma por engano e ela se pusesse a caminhar e dar mordiscadas em minha barriga. Primeiro as patinhas me deram pequeníssimos calafrios, logo senti uma picada e depois outra e outra mais forte. Depois um suspiro mais profundo fez com que o ar gelasse a boca do estômago. A língua travou os pensamentos e a respiração emperrou no fundo do pulmão. A partir daí tive certeza que algo ruim estava acontecendo por cima dos olhos e perto da nuca. A expiração não esvaziou o peito, só o carregou de preocupações que nem sei quais. A barriga, agora cheia de bichinhos querendo romper a pele do abdomen, começou a coçar por dentro. É como se um fósforo incendiasse com uma chama gélida e pontiaguda. As angústias, feito cavalos, levaram para longe os pensamento e o ouvido ficou livre para ouvir sussurros no cangote. O cenário se montou para que o desassossego se generalizasse e aumentasse o grau de miopia do meu coração frenético.
Como expulsar algo tão grande e disperso que chega a fazer parte de quem sou? Como acalmar o bicho que mora na minha barriga se ele sou eu? E se o que eu quero matar não é o que está me mantendo vivo?
Pronto, as picadas de formiga cresceram tanto que agora eu mesmo me aferroo.

Mais um cigarro!
Mais um cigarro!
Só mais um cigarro!

Dou uma tragada e o fogo gelado se apaga....
Mais outra e a garganta fica cheia de areia...
Na última tragada engulo esse barro amargo que vai ser ninho para mais formigas.
O tabaco já não basta para afrouxar o aperto da cobra em meu estômago. Aí é como se eu tivesse o tempo todo querendo espirrar sem conseguir. Talvez um dia descubra o nome dessa doença. O difícil vai ser explicar pro doutor que ela começa bem atrás do umbigo, sobe até os fundos do peito, arrepia a nuca e faz logo os dedos tatearem por um isqueiro. 

21 de outubro de 2012

Conforto de Drummond

Consolo na praia

Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.

15 de agosto de 2012

Entre djambas e livros


É por essas coisas que venho pensando e escrevendo que acho que tenho alguma forte ligação com essas fervilhantes décadas de 1950 até meados de 1970, algo além da forças sociais, culturais e históricas que me impulsionam. Digo que talvez o meu Eu já tenha vivido em algum beco úmido da California ou de Nova Iorque (ou quem sabe cruzando o país de um até outro) nesses anos. Porque não consigo ficar indiferente às batidas do jazz ou à sensualidade do blues. Mas que pedante soa isso, não!?
Não é por considerar que esses gostos me trariam um acúmulo de capital entre o meio social que frequento... Talvez no início de tudo, quando comecei a escutar Janis e Bob Dylan, essa motivação tenha sido a principal mesmo.  Ou talvez venha buscando aquele canto da sereia que é a origem pura de tudo: o som mais inicial, a loucura mais válida, o projeto de sociedade mais revolucionário, aquele ponto (ínfimo) onde algo modificou a forma de pensar da juventude, como o girar de um botão sintonizador. Isso não existe, minha criança. Ou melhor, só existe enquanto ficção.
Mas como justificar as ondas de prazer que me invadem ao escutar o som psicodélico - intenso, contorcionista, caótico, rizomático - de Slim Gaillard? Não sei... sou levado pelo som. Levado para um lugar muito familiar, muito confortável, quase morno. E sei que esse lugar já me é conhecido a muito tempo.
Sabe, as coisas não nos encontram por acaso em nossas vidas (mas se for, precisamos dar sentido a tudo que nos cerca e nos implica), e sei que o desdobrar infinito de instantes me levou a ser quem sou AGORA.
É lindo construir uma linearidade para essas belezuras da vida: 2ª Guerra, "american way of life", outsiders, hipsters, jazz, negros, plantação de algodão, blues, estrada, beats, Guerra-Fria, pílula, mulher, homossexuais, LSD, hippies, Vietnã, woodsotck, Age of Aquarius, hinduísmo, budismo, taoismo, The Beatles, ditadura militar brasileira, Tropicália, Novos Baianos... e isso não para nunca mais, tanto pra frente, quanto pra trás e pro lados, dando piruetas e pulsando (se considerarmos o multiverso).
Lindo!


Essa foto é Neal Cassady à direita (em quem Jack Kerouak se inspirou para tecer o personagem Dean de On The Road) e Timothy Leary (aquele mecenas que difundiu o uso de LSD como meio para "expansão da consciência") viajando num busão em 1964.
fonte: http://www.nytimes.com/imagepages/2006/11/19/books/19campb.html 

4 de junho de 2012

Será mesmo?

Às vezes me pergunto mesmo se sou desse planeta.


Talvez uma nave espacial em forma de luz passou perto da Terra em uma de suas viagens transdimensionais e um de seus tripulantes, o mais distraído, caiu para fora da nave em uma de suas curvas fechadas.
Ele era de um povo colorido, pacífico e sonhador, que passavam sua existência toda tocando músicas, fazendo poesias, sonhando. Eram seres sem sexo, nem gênero, não tinham inventado roupas nem tabus, muito menos família. Seres que sempre carregavam flores astrais em seus longos e enrolados cabelos. Criaturas que gostavam de beber e dançar, acender fogueiras em noites frias e se banhar nos riachos calmos do Tempo em dias de calor. Não conheciam a prisão da matéria e entoavam o Bem e a Paz para todas as formas de vida do Universo. Eram amorais.
Não eram dados ao calendário, nem sabiam o que era a verdade ou a mentira, simplesmente acreditava em tudo o que lhes contavam. E por isso, tudo que ouviam se tornava existência, processo, fluxo. A memória desse povo era curta, mas o amor infinito. Quando tinham algum raro desentendimento, ficavam um pouco mais pálidos e reservados, mas as palavras sempre doces perfumavam os pensamentos novamente e voltavam a se pirulitar pelo cosmo.
Nos dias de festa, que era sempre que alguém imaginava que fosse, fumavam pequenos cachimbos e a cada baforada nascia uma estrela, uma lembrança, uma utopia. 
Uma nação que a nossos olhos terrenos se parece com uma fagulha, um pulso de energia brilhante que quase não existe. O lar deles é tudo e é nada, não tem sentimento de posse. Compartilham todas as experiências e memórias.

Mas ele caiu! Se desbarrancou por sorte ou azar aqui na Terra. Puxado pela força compulsiva do nosso planeta, energias, pensamentos e coisas iam se grudando nele. Tantas e tantas eram as desilusões que se prenderam durante a sua queda que já começava a esquecer de seu povo, de sua história. Nunca teve tanta memória mesmo. Foi como um cometa transparente que despencou de lá de cima. Caiu e ganhou um corpo e ganhou também as dores da Terra. Envolto na energia material ficava quase impossível saber quem era. Estava nu, tinha sexo, tinha desejos e egoísmos. Seus sete grandes centros energéticos, acostumados com as infinitudes do Universo, se fecharam e na sua nova cabeça surgiram sete buracos, todos ávidos por matéria, por saciedade, por coisas. Teve fome, frio e solidão. Conheceu a agressão típica das verdades, foi violentado pelo conhecimento, estuprado pela moral.
Não estava acosutmado com nada disso, mas também não sabia mais viver de outro modo. Aos poucos foi vivendo como vivem os daqui, aos poucos foi encontrando seres parecidos com o seu antigo povo. Será que também tinham caído? Não sabia, não lembrava. Agora era um terráqueo. E não tinha dança, não tinha festa, nem vício nenhum que pudesse o satisfazer. Quanto mais comia, mais bebia e mais fumava, mas ficava sedento! Só às vezes, cansado de ser um corpo, depois de um longo dia de existência material, quando olhava para as estrelas sozinho vislumbrava uma quase-lembrança de seu povo, mas era por um quase-instante. E tudo lhe parecia apenas uma insanidade de sua mente, agora acostumada com a razão.

10 de maio de 2012

One Love, One Heart


Impressiono-me muito com a diversidade do humano. Sou impactado com as diferentes formas de estar no mundo que os homens engendraram durante sua filogenia. Se pudermos falar de uma experiência geral da humanidade, talvez seja mesmo a produção de diversidades radicais. O interessante é notar que essas diferenças no modo de se engajar com o mundo, entender e produzir a si próprios (enquanto "raça humana", culturas e agrupamentos) muitas vezes podem ser antagônicas ou conflitivas. Mas fico de cara realmente, junto com Lévi-Strauss, com as continuidades, semelhanças e pontos de contato.
Por isso consigo entender que Oxalá, Krishna, Jesus, Buda e Jah (por exemplo) podem ser entendidos enquanto uma única força, uma só potencialidade trans-humana de se sentir bem consigo mesmo, com os outros e com o mundo que nos cerca. É como se as energias emanadas por essas figuras de poder nos condicionassem a uma só força: a compreensão pacífica de nosso lugar no mundo. São entes que inspiram os homens a agir de forma respeitosa, como se viessem de uma só luz, um só núcleo vivo e pulsante!
Deve ser por isso que não consigo escolher. Não sei ser só cientista-antropólogo, matemático-astrólogo, católico, umbandista ou budista. Todos esses devires me afetam e me subjetificam.
Mas, enquanto práticas humanas, entendo que são históricas e culturais. Nós próprios tecemos o emaranhado de sentido que nos constitui e nos impulsiona a sermos mais humanos. Como se uma aranha feita ela mesma dos fios que produz. Se nós fabricamos matéria, também é certo que fabricamos energia. E apesar destas não terem uma objetividade explícita, elas têm efeito concreto na realidade. É claro que o fenômeno humano não vem do além, vem de nós mesmos; de nossa vontade, de nossa caminhada em direção ao horizonte ideal. De Oxalá à Buda são todos arquétipos que tecemos na tentativa de sermos mais humanos. Talvez sejam utopias que nos impulsionam para o mundo dos sonhos, que, na verdade, objetificam o mundo dos sonhos. Em cada ritual percebo que me aproximo daquilo que mais quero ser. Aqui eu concordo com o budismo e hinduísmo que diz que dentro de cada um de nós habita uma fagulha divina. As religiões de matriz afro e também a astrologia me ensinam que todos temos todas as capacidades possíveis, apenas nos basta tomá-las como lição e guia. Mais que aceitar o karma ou o destino, precisamos assumir sua condição e lidar com isso de forma benfazeja.
Ser pessoa implica em ser divino, já que o transcendental é tão terreno quanto nós.

Aliás, não posso provar nada disso que pensei e escrevi! Mesmo porque a prova, enquanto método científico de inserir algum enunciado dentro "do verdadeiro" está há séculos em tensão com o saber metafísico, não? Não posso provar racionalmente que o transcendental existe, mas posso me banhar no oceano de experiências que estão antes e além da matéria. E, enquanto experiências, fica quase impossível traduzí-las em palavras. Só não quer que a ciência seja uma porta trancada para novas afecções, paixões, deleites, inspirações, formas de existências. Então, cuidado, não me venha com a sua desfocada luminosidade positivista!

"Os Homens aprenderam com Deus a criar/ E foi com os Homens que Deus aprendeu a amar"

8 de maio de 2012

Fluxos e pulsos

É muito interessante essa coisa da subjetividade. Como pode todo esse conjunto de substâncias que nos alimentam, curam, aliviam, extasiam se transformarem, ao consumí-las, em estados de espírito, saúde, vigor, ânimo? É como se a matéria sublimasse em nosso corpo, como se o consumo fizesse com que as "coisas" engatilhassem em outros níveis, outras dimensões. O café se transforma em insônia. O álcool em festa. O chocolate em prazer. São materialidades subjetivas ou subjetividades materiais.
E o inverso também é válido. Uma alegria termina em riso, despedida em choro, saudade em aperto no peito. São essas trocas dimensionais que me fascinam. Afinal onde habita a psicodelia? No papel que engolimos ou no cérebro banhado por neurotransmissores? Na estrutura simbólica que condiciona o que é racional ou na estrutura psíquica do indivíduo?
Talvez seja mais interessante olharmos para as relações, nas trocas. No modo como o corpo encapsula a substância e como a matéria se transforma em corpo, sujeito, sensação, desejo. Afinal somos o que somos porque não estamos apartados do mundo. Sujeitos relacionais é o que somos. E não nos relacionamos apenas com pessoas, também com objetos, substâncias. É o alimento que vira nutriente, que vira hormônio, que vira pensamento, que vira sujeito. Esse sujeito que faz escolhas, que é condicional, que classifica aquilo que entra e sai de seu corpo.
E se o sujeito for um pulsante conjunto de fluxos? O que me interessa é saber o que se subjetiva e o que se materializa, quando e porquê! E se além do visível o sujeito também for composto por coisas que estão antes da matéria? É... somos um nó desse emaranhado de energias e matérias. Isso...
Pira!

25 de janeiro de 2012

Se brasileiro não tem memória...


Só para marcar o quanto a conjuntura político-econômica desses meses me espanta. Vai que depois eu esqueça de toda essa revolta que senti. E pra finalizar:Maria Inês Nascimento.