Aaai ai... Falando em academia e essas coisas todas. Tenho medo de uma única coisa: o não-saber, aquilo que é desconhecido.
Nesse mundo em que a quantidade de autores que você conhece, artigos que produz, notas de rodapé que tem, correntes teóricas com que dialoga...
Então nesse mundo estranho em que tudo isso vale status, temos que tomar cuidado para que o nosso ouvinte não nos pegue com algum autor croata (com nomes escrotos) desconhecido pela maioria dos mortais e que desconstrói todo o seu pensamento rapidamente; Ooou tomar cuidado se o ouvinte não é de uma corrente teórica totalmente underground e contrária a sua, aí a conversa fica extremamente chata. Até você organziar seus pensamentos e tal...
Então nesse mundo estranho em que tudo isso vale status, temos que tomar cuidado para que o nosso ouvinte não nos pegue com algum autor croata (com nomes escrotos) desconhecido pela maioria dos mortais e que desconstrói todo o seu pensamento rapidamente; Ooou tomar cuidado se o ouvinte não é de uma corrente teórica totalmente underground e contrária a sua, aí a conversa fica extremamente chata. Até você organziar seus pensamentos e tal...Sempre tem um chato que pergunta: Hmmm... mas você não leu a obra de Pietrv Skomptka? Ele faz justamente isso que você está fazendo!
Ou então vai que um dia, calmamente andando pelos corredores e pans, alguém salta na minha frente e pergunta: AHÁ! Em que contexto está inserido o conceito de rizoma de Deleuze???
Meeeu, isso é muito estressante!
Ou então vai que um dia, calmamente andando pelos corredores e pans, alguém salta na minha frente e pergunta: AHÁ! Em que contexto está inserido o conceito de rizoma de Deleuze???
Meeeu, isso é muito estressante!
É disso que tenho medo, de estar sendo feito de idiota pela minha mediocridade teórica. Aaai e depois dizem que a elite intelectual desse país não sofre. Pffff... bestera!
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