9 de agosto de 2013

Kundalini cósmica


E hoje uma flor vermelha, encarnada, viva e pulsante desabrochou em mim. Bem abaixo do umbigo. Ela estava germinando há muito. Quando nasci, parece que sua semente já existia antes de mim em mim. Ela é tão antiga quanto minha consciência. Durante muitas vidas ela já nasceu e apodreceu em meu corpo/alma diversas vezes.
E hoje, novamente, ela explodiu em cores e perfume. Sempre soube que um dia isso aconteceria. Mas a semente foi sábia e emergiu em flor no momento certo. Quando a cabeça pôde segurar o baque da flor.
Abriu-me em possibilidades, aventuras e intensidades! Antes, na adolescência talvez, ela já tenha lançado botões, mas eles morreram, voltaram sob a forma de futuro-possível.
Agora, só agora pude perceber que sempre estive acompanhado. Se sou algo imcompreensível, meu deus é mais!!!

Foi fechar o olho, aumentar o som, dançar liberto para me despreocupar com o mundo que ela pulou do meu primeiro chakra. Foi um ploc singelo, mas notável. Foda-se! Quero ser eu, quero me permitir a existência. Antes dela desbrochar, meu sentido estava direcionado aos outros: o que vão pensar, o que esperam de mim, que papel devo cumprir. Agora não! Pelo menos é a intenção. Se não quiser que a flor murche devo cuidar dela. Regá-la todo dia com doses de insanidade, de horizontes possíveis. E sim, lógico, de praticidade. Porque não sou mais tão jovem para sonhar coisas impossíveis.

Vou cirandar! Dar as mãos aos amigos e sair rodando numa ciranda por aí. Pra onde? Não importa. pra onde for. Venha! Vamos ficar tontos, cair na grama e rir muito. Saia despreocupado, você pode conquistar o mundo dessa vez. Encorage-se, oxe menino. O mundo está aí pra ser vivido. A cabeça no céu, mas os pés no chão. Pensamento sem raiz voa e vai embora.
Quero respeitar quem sou e isso tenho certo.
Já basta de gestar. O Sol em Leão fez o parto que devia ser feito.

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