"Aquele bordel de verdade, com aquela dona maternal, era o mundo com que Aureliano sonhara no seu prolongado cativeiro. Sentia-se tão bem, tão próximo da companhia perfeita, que não pensou em outro refúgio na tarde em que Amaranta Úrsula esfarinhou-lhe as ilusões. Foi disposto a desabafar com palavras, a que alguém lhe desembaracasse os nós que lhe oprimiam o peito, mas só conseguiu se soltar num pranto fluido e cálido e reparador, no colo de Pilar Ternera. Ela o deixou terminar, acariciando-lhe a cabeça com a ponta dos dedos, e sem que ele lhe tivesse revelado que estava chorando de amor, ela reconheceu imediatamente o pranto mais antigo da história do homem.
- Bem, meu filho - consolou-o - agora me diga quem é você."
"Era a última coisa que ia ficando de um passado cujo aniquilamento não se consumava, porque continuava se aniquilando indefinidamente, consumindo-se dentro de si mesmo, se acabando a cada minuto mas sem acabar de se acabar nunca."
"Era a última coisa que ia ficando de um passado cujo aniquilamento não se consumava, porque continuava se aniquilando indefinidamente, consumindo-se dentro de si mesmo, se acabando a cada minuto mas sem acabar de se acabar nunca."
(Gabriel Garcia Marquez)
Esse livro é lindamente triste, simples e triste, grandiosamente simples.
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