Toda vez que estiver em crise com a antropologia espero ler isso aqui: Uma ‘antropologia’ que
jamais ultrapasse os limiares de suas próprias convenções, que desdenhe
investir sua imaginação num mundo de experiência, sempre haverá de permanecer
mais um ideologia que uma ciência. (Roy Wagner, A Invenção da Cultura, 2010)
Eu realmente espero, do fundo da minha esperança infantil, ser feliz na carreira acadêmica. Isso também inclui ser bem-sucedido, ter certo prestígio (pra poder falar qualquer absurdo e ser chamado de excêntrico e não de idiota). Quero, de verdade, ser feliz dentro da universidade. Sei que isso as vezes me parece tão irreal quanto inútil.
Isso deve ser o medo bem classe-média que eu tenho de ser mutilado pela exploração capitalista. Não, não quero ser alienado do produto do meu trabalho. No mínimo um artista/artesão, pequeno agricultor.
Ou seja: ou quero ser um intelectual rato de academia ou um jeca filho da terra. Posso ser os dois e aí sim serei a pessoa mais feliz desse mundão véio sem porteira!

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