18 de abril de 2010

Flowers and trees and chatice mesmo!


E eu sou do tempo em que houve o primeiro desenho animado colorido. Aliás sou do tempo em que os desenhos eram dos EUA e não do Japão - esse, especializado em séries de robôs, ETs, monstros gigantes e coisa e tal... Enquanto isso, do oooutro lado do Pacífico, a potência norte-americana havia ganho a guerra ideológica com os vermeio e festava azendo desenhos tão lindos quanto os burgueses ganhando dinheiro no neo-liberalismo. Sim, Tio Patinhas que o diga, nadaaaando em dinheiro acumulado com seu próprio esforço e mérito. Sílvio Santos está aí pra nos comprovar! E num é?

E como esse povinho meio-intelectual e meio-de-esquerda tem a pachorra de estragar, criticar e profanar tudo. É claro que sempre encontram lugar para a análise crítica do conteúdo expresso e até mesmo daquelas entrelinhas do desenho. Tudo povinho irritante.
Esse é o primeiro desenho animado colorido que alegrou minhas manhãs. Agora, porém, embasa meu sociologuês de boteco ao ressaltar o imaginário heterocêntrico, machista, racista que a obra reproduz. E o clímax é quando insisto em discussar sobre como ele reitera uma daquelas noções fundamentais para o pensamento ocidental moderno: a clara separação entre naturezaXcultura, primitivoXcivilizado, sentimentalXracional... e por aí vão hooooras de blablabla intelectualóide e acadêmico!

Haaaaja saco pra esse meio universitário!

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