7 de setembro de 2009

Pfff

Então, o primeiro post sempre é o mais complicado. É uma espécie de mito fundante que guiará todos os outros posts. Adoro falar em mito fundante, ritual de passagem, complexo simbólico, agenciamento, teia de significados, identidade/alteridade, dicotomias. É muito bom utilizar conceitos que nem eu entendo bem só pro ouvinte (ou leitor) achar que sei do que eu estou falando. Deve ser o que o nosso amigo Foucault chamou de dispostivos de poder, né!? Aliás, li muito pouco de Foucault, mas aprendi desde cedo que é muito bom citá-lo no meio da conversa... só pra dar um pouco mais de legitimidade.
Sem falar no Bourdieu. Aaah... falou em Bourdieu, pronto!

Se bem que devemos prestar atenção no público, né!? Se a pessoa estiver usando uma camiseta vermelha, estampa do Che, boné do MST, barbado, sovaco peludo (no caso das mulheres)... aí sempre é bom citar Lukacs ou o próprio Marx e tal... Na verdade, se seu ouvinte for parecido com esse, melhor nem começar uma conversa séria porque vai descambar pra história dos meios de produção, movimento estudantil e essa parafernalha entediante toda. E esse povo lê muito, nem dá pra brincar com eles.
A não ser que você constate que ele só leu o Manifesto. Aí sim fica divertido tirar uma onda e argumentar toscamente sobre a dialética da puta que o pariu e essas coisas todas...


Moral da história: Fale só se tiver certeza que seu ouvinte/leitor sabe menos que você sobre aquele assunto.

Um comentário:

Anônimo disse...

Aow coco, mas c naum perde uma oprtunidade de dichavar os marxistas neh...se fossem os de butique até vai, mas zuar a galera q desprendeu-se da opressão da gilette é sacanagemm huahuahuahuahua!

quanto aos posts subsequentes (tb falo bonito, e nem uso trema bem, nova regtinha ortográfica) eu sugiro um poema chamado "Meio Intelectual, Meio de Esquerda"
http://meiointelectual.blogspot.com/
Acho que é uma ótima reflexão!
Abraços acadêmicos